Distúrbios Alimentares no Tratamento do Câncer e a Importância da Equipe Multidisciplinar

O tratamento do câncer (cirurgia, radioterapia, e quimioterapia) pode produzir efeitos colaterais e um dos sistemas mais afetados é o aparelho digestivo. Esses efeitos colaterais variam em intensidade e forma, e nem todos os pacientes os apresentam. É importante ressaltar que mesmo nos casos intensos, na maioria das vezes  os incômodos  são transitórios: duram apenas enquanto se está em tratamento. Os fatores que influenciam sua ocorrência são: tipo de câncer (ou parte do corpo que está sendo tratada), predisposição do indivíduo, tipo de tratamento, duração, dose necessária e fatores psicológicos.

A equipe médica vai planejar o tratamento visando sempre a efetividade e os melhores resultados acompanhados do mínimo de efeitos adversos. O médico informará ao paciente e a toda equipe quais são os possíveis efeitos colaterais do tratamento. A partir dessas informações a equipe de nutrição criará uma dieta personalizada visando diminuir os desconfortos e aumentar o potencial nutritivo de cada refeição. O enfermeiro que aplica o quimioterápico está sempre atenta às reações de cada indivíduo e sinalizará ao médico todas as ocorrências. Além disso, o profissional especializado em controle da dor aliviará os incômodos decorrentes do tratamento, caso existam, minimizando assim a interferência destes (por exemplo dor na boca e dor de garganta no caso de câncer localizado nessa região) na hora de comer.

O médico está o tempo todo monitorando a tolerância do paciente ao tratamento,  na presença de efeitos colaterais importantes, como acentuada perda de peso, a dose do medicamento precisará ser reduzida. Essa diminuição da dose interfere na eficácia do tratamento. Se a perda de peso estiver acentuada por um estado psicológico de depressão ou medo ela pode ser desnecessária, já que desses fatores e efeitos colaterais os únicos que podem ser totalmente superados ainda durante o tratamento são os fatores psicológicos. O psicólogo está apto a identificar quando um fator emocional está agravando os efeitos colaterais. A náusea e perda do apetite, por exemplo, são muito comuns quando estamos com medo, nervosos ou deprimidos. Uma vez vencida a depressão e encontrado um novo ânimo, o estado psicológico se reverte de maléfico em um importante aliado na superação da doença, ajudando (entre outras coisas) o paciente a perder menos peso durante o tratamento, podendo tomar as doses mais eficazes possíveis dos quimioterápicos.

O paciente não é passivo. Ele é membro atuante dessa equipe e precisa trabalhar com ela para o sucesso do seu tratamento. Como? Manter-se o mais forte possível, não cair em armadilhas de pensamentos negativos, adotar uma alimentação rica, nas porções corretas e procurar ajuda dos profissionais sempre que encontrar alguma dificuldade.

Sobre oncovitae

Clínica de oncologia em Botafogo, Campo Grande, Madureira e Tijuca - Rio de Janeiro. Consultas oncológicas, cururgia oncológica, quimioterapia, psiconcologia, nutrição oncológica. Convênio ou particular.

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