Câncer de Tireoide: Um fantasma real

Por Cristhiane Silva Pinto*

Hoje vamos falar de uma ameaça que muitas vezes passa despercebida pelos pacientes e médicos numa fase inicial. Que ameaça? O Câncer de Tireoide.

autoexame_tireoideA Tireoide é uma glândula localizada no pescoço, cujo funcionamento é responsável pela regulação de varias funções no organismo humano. Seus hormônios são: TSH, T3 e T4 e a disfunção de qualquer um deles ocasiona vários sintomas e complicações para os pacientes.

É esperado que uma parte da população apresente, em algum momento da vida, um tipo qualquer de descompensação da função tireoidiana (hipotireoidismo ou hipertireoidismo), mas normalmente isso é diagnosticado com exames simples de laboratório e corrigido com o uso de medicamentos sem grande prejuízo para o paciente.

O câncer de Tireoide é diferente. Em boa parte das vezes, seu diagnóstico é um achado através de exames de imagem. Os nódulos tireoidianos únicos devem ser sempre investigados, embora sejam benignos em sua maioria. Quando começa a gerar sintomas, tais como: rouquidão, dispnéia ou dificuldade para a deglutição, o câncer de Tireoide encontra-se em estágio mais avançado.

Ele é responsável por 3% do número total de casos de câncer, 6,5% dos tumores de Cabeça e Pescoço, sendo mais frequente nas mulheres na proporção de 3:1.

Podemos dividir o Câncer de Tireoide em: carcinomas diferenciados (carcinoma papilífero, carcinoma folicular e o carcinoma de células de Hürthle) e carcinomas pouco diferenciados (carcinomas medulares e carcinomas indiferenciados). O tipo histológico é o que norteia o prognóstico e o tratamento complementar mais indicado.

Como fatores predisponentes, podemos ter: irradiação prévia da região anterior do pescoço e história familiar de câncer de tireoide. Por isso, pacientes que fizeram, por outro motivo, radioterapia em região cervical (pescoço) devem manter o acompanhamento da tireoide com exames laboratoriais e de imagem, a longo prazo.

Uma vez diagnosticado, o melhor tratamento é a cirurgia de retirada de parte ou da totalidade da glândula (tireoidectomia parcial ou total). Dependendo do tamanho e extensão do tumor, faz-se necessário o esvaziamento dos linfonodos (gânglios) cervicais durante ou mesmo após a cirurgia. A necessidade de complementação do tratamento com o uso do Iodo Radioativo será avaliada individualmente.

Minha intenção com o texto de hoje é alertar para uma doença que, quando diagnosticada precocemente, é passível de cura. Lembrar que o exame periódico da tireoide deve fazer parte do check-up anual ou bianual, pois é simples, não apresenta alto custo e pode poupar os portadores de extremo sofrimento.

Espero que as informações sejam úteis a vocês e seus familiares! Até nosso próximo bate-papo!

*Cristhiane Silva Pinto é médica especialista em Cuidados Paliativos e Bioética. Atua nas Unidades de Cuidados Paliativos do INCA e da OncoVitae.

Sobre oncovitae

Clínica de oncologia em Botafogo, Campo Grande, Madureira e Tijuca - Rio de Janeiro. Consultas oncológicas, cururgia oncológica, quimioterapia, psiconcologia, nutrição oncológica. Convênio ou particular.

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