Brasil: Exemplo Mundial no Aleitamento Materno

por Jose Luis Martino*

Por causa da enorme importância da amamentação na saúde das crianças, a revista científica The Lancet fez um especial sobre ela. Analisou dados de 153 países, com o objetivo de encontrar o país de mais se destacava em proteger a saúde da criança através de políticas de incentivo ao aleitamento materno. Adivinha quem ganhou com louvor? O Brasil! Ficou à frente dos Estados Unidos, do Reino Unido, de Portugal, Espanha, China e todos os outros. Segundo a revista, somos exemplo para os outros países, viramos referência mundial em políticas para aleitamento materno.

Você sabia que existe uma Rede Brasileira de Leite Materno, que conta com 292 unidades distribuídas por 21 países em 3 continentes? Ajuda mães que não podem amamentar, distribuindo leite de doadoras. Ela é, de lavada, a que mais distribui leite materno para mulheres que não podem amamentar: 88,5% das mulheres que recebem doações de leite, em todo o mundo, recebem através da nossa rede. Conta com o apoio de 93,2% das doadoras de leite em todo o mundo, das quais 89,2% são brasileiras. 79,1% dos nenéns que recebem ajuda em redes como essa são atendidos pela nossa rede!

Para melhorar ainda mais as coisas, no final de 2015 a presidenta Dilma assinou a Lei da Amamentação. Essa lei limita a comercialização de substitutos do leite materno e aumenta a licença maternidade de 4 para 6 meses! O país fica mais próximo de alcançar as Metas Globais de Nutrição 2025.

Amamentar a criança é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores que cinco anos! Protege os bebês de infecções, alergias, diarréias. Os nenéns amamentados no peito crescem com mais saúde e ganham peso rápido. Mamar no peito também diminui o risco de várias doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade e faz com que eles fiquem mais inteligentes quando adultos. Para as mamães, amamentar também traz benefícios: elas perdem peso mais rápido após o parto e o útero volta mais rápido ao tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e anemia.

O neném deve ser alimentado até os seis meses exclusivamente do leite materno. Crianças menores de seis meses não devem comer: papinhas, leites artificiais, farinhas ou suquinhos, apenas mamar no peito. O leite materno tem tudo que o bebê dessa idade precisa, até água. Depois dos seis meses de idade a criança pode começar a comer e beber outros alimentos, mas a amamentação no peito deve continuar até os dois anos ou mais. O leite da mãe é a melhor fonte de nutrição infantil.

*Jose Luis Martino é o médico responsável pela OncoVitae. Também é oncologista no INCA e Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus.

Esse artigo foi publicado no jornal O Povo do Estado do Rio de Janeiro na coluna Saúde, Mel e Limão.

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